<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150</id><updated>2012-02-18T21:18:38.302-08:00</updated><category term='sonhos'/><category term='leituras'/><category term='desabafo'/><category term='fragmentos'/><title type='text'>Pés no chão, 8 km/h</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>35</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-1778416872156092199</id><published>2011-11-30T11:20:00.000-08:00</published><updated>2011-12-01T13:14:55.888-08:00</updated><title type='text'>Chuva</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-dG49NVm1Ag8/TtaDrmGu5ZI/AAAAAAAAAOo/FF4sCN4NfKw/s1600/CHUVA.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-dG49NVm1Ag8/TtaDrmGu5ZI/AAAAAAAAAOo/FF4sCN4NfKw/s320/CHUVA.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680872764960859538" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre gostei de chuva. &lt;br /&gt;Quando criança, acreditava ser capaz de fazer chover. Queria me vingar de alguém ou provar meus poderes, saía para o pátio (da praia, da cidade, do interior – já morei em tanta casa que já não lembro mais) à procura de um graveto firme e razoavelmente grande. Seria minha varinha. Ia para um canto, olhando para o céu, e falava várias coisas, compreensíveis ou não, porque tinha mania de inventar línguas, acrescentando palavras mágicas aprendidas nos desenhos, abracadabras e afins. Às vezes me vestia de preto antes de procurar a varinha. Quando decidi acreditar em Deus – meus pais me deram a liberdade de escolher, me explicando que algumas pessoas crêem, outras não, e que cabia a mim escolher -, apelava também a ele. E, como vez ou outra choveu mesmo, achava que eu tinha esse poder secreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus pais me introduziram ao banho de chuva. Nunca me disseram aquelas frases proibitivas comuns a tantos pais, “não pode”, ”tu vais te gripar”. Na minha lembrança mais remota de um dia chuvoso, morávamos em uma pequena casa no fundo da casa do meu avô, separada desta por um pátio pequeno. Nossa casa tinha na parte de fora uma pequena trilha de lajotas, e meu pai me levou para lá quando chovia muito, e só lembro que ele estava passando xampu no meu cabelo e me ensaboando numa bica da calha que jorrava água da chuva sem parar. Fiquei perplexa porque não entendia muito o que estava acontecendo, talvez fosse mais uma confusão adulta tipo quando minha mãe esqueceu que tinha dado minha toalha de banho pra ser a toalha da nossa gata Mixo e me secou com a toalha da gata e eu tive que tomar banho de novo. Vai ver meu pai também houvesse se confundido, mas foi tão divertido que não perguntei nada. Depois disso eu sempre saía para brincar na chuva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, meu irmão, sete anos mais novo do que eu, todo o santo temporal começava a berrar incessantemente. Não entendia por que ele tinha tanto pavor de chuva, de temporal, embora ele tenha tido a “má” sorte de ser pequeno em uma época em que chovia granizo com freqüência em Porto Alegre, e o quarto dele era do lado de uma sala com telhas transparentes de um material plástico (plástico?) barulhento. Chuva de granizo era um tiroteio em casa, potencializado pelas telhas especiais. Outro pânico do meu irmão era quando faltava luz. Era fácil saber onde ele estava, era só seguir o choro estridente. Se agarrava em alguém e não soltava mais até que a luz voltasse. Bem diferente de mim, que com a mesma idade achava essa uma ótima oportunidade para testar minha camiseta do Mickey que brilhava no escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das minhas brincadeiras preferidas no verão era quando minha piscina de plástico toda remendada com fita adesiva estava cheia, e eu nela brincando sozinha ou com as amigas. Aí, acaso uma hora começasse a chover, então eu pedia para a minha mãe que me deixasse ficar mais porque já tinha aprendido que quando chove a água da piscina fica mais quente. Eu me enfiava na piscina com a água até a boca, gritava “Mãããããe! Manhêêêê!!!” e pedia para minha mãe trazer um guarda-chuva. Talvez outras mães pensassem que atrairiam raio ou simplesmente fariam a criança sair de lá, mas a minha mãe ia para dentro da casa e voltava minutos depois com um guarda-chuva pra mim. Serelepe, como sempre, eu abria o guarda-chuva e tentava, de diversas formas, encaixar ele em uma das quinas da piscina de plástico. Era difícil, então tinha várias idéias para melhorar o design das piscinas de plástico, mas, no fim, apoiava ele na quina e continuava com a água cobrindo a boca. Assim me sentia escondida, protegida do mundo, vendo tudo, mas ao mesmo tempo completamente livre de apuros. Um momento especial e secreto. Como se fosse a sensação primitiva do momento adulto de chegar em casa sozinho e ler um livro gostoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chovia muito no interior e a terra tipicamente vermelha embarrava as roupas por aí fazendo muita gente mal-humorada, às vezes faltava luz. Quando faltava luz era sempre dia de sopa. E eu adorava sopa. Não sei se adorava sopa e chuva e falta de luz por eles mesmos ou porque meus pais faziam tudo ser tão legal. Quando faltava luz, meus pais cozinhavam sopa juntos, e me lembro de diversas ocasiões em que nos sentamos na sacada de casa, comendo na mesa de branca de ferro, olhando a chuva na escuridão. Uma certa vez minha mãe estava fora quando faltou luz. Fazia muito frio, chovia e havia faltado luz. Então meu pai me convidou para fazermos uma supresa para ela. Acendeu a lareira e fez a janta, enquanto eu colocava a louça na mesa baixa da sala. E quando minha mãe chegou comemos juntos, conversando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São muitas lembranças com chuva. Lembranças de criança, gritando na chuva e rindo e chutando poças d'água por aí com as primas, até lembranças adolescentes andando de bicicleta pela praia me enxarcando de água e barro e areia, depois lavando o carro da minha mãe de pés descalços na grama molhada. Tantas boas lembranças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que hoje, quando saía do Zaffari e se armou o temporal e as pessoas apavoradas esperavam a tormenta baixar a guarda embaixo do telhado do hall de entrada do supermercado, mantive o passo firme e saí sorrindo, caminhando normalmente. Não sei se estranharam, se me olharam, não vi. A chuva começou a ficar cada vez mais forte, dobrei minha bolsa aberta porque o zíper estragou e eu não queria que entrasse água, apertei o passo, o vestido enxarcado estava grudando nas coxas e os cabelos crescidos molhados empapando as costas. A chuva atacava em salvas de vento, comecei a ver embaçado porque, rindo e correndo louca pelo bairro, engolindo a água que escorria sobre o rosto, a lente de contato do olho direito deslocou, e eu sou míope o suficiente para sentir muita falta dela. Na corrida vi uma mãe com duas filhas esperando embaixo do toldo de um cabeleireiro que a chuva passasse, então sorri para elas. As meninas pareciam surpresas. Continuei correndo até abrir o portão do meu prédio e torcer um pouco a barra do vestido antes de entrar no saguão. Deixei rastros de poça por aí, abri a porta do apartamento e escorri pelo corredor, já toda liquefeita, lembrando que já não moro mais “em casa” para poder pedir que alguém me alcance uma toalha quentinha. Larguei as sacolas no piso do banheiro, entrei na banheira e tirei a roupa que pesava, liguei o chuveiro morno. Pensei então que, poxa, que trabalho secar tudo depois. Mas, ao mesmo tempo, esse mesmo “trabalho” já restringiu oportunidades demais na minha vida. Que “trabalho” depois me secar, que “trabalho” lavar o sapato. Tem gente que é tão apavorado com a idéia de se molhar que parece até que não secaria de novo jamais! Achei engraçado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embaixo do chuveiro, enquanto a chuva lá fora dava espaço para o retorno do sol, me senti bem como há tanto tempo não sentia. Inebriada de lembranças, senti minha alma cintilar. Leve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-1778416872156092199?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/1778416872156092199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=1778416872156092199' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/1778416872156092199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/1778416872156092199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2011/11/chuva.html' title='Chuva'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-dG49NVm1Ag8/TtaDrmGu5ZI/AAAAAAAAAOo/FF4sCN4NfKw/s72-c/CHUVA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-2903738874491387954</id><published>2011-11-14T15:47:00.000-08:00</published><updated>2011-11-14T15:49:44.192-08:00</updated><title type='text'>2003</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-yIqOQutFaSg/TsGo-g6dWaI/AAAAAAAAAOc/sGDVbSuze3A/s1600/fogueira.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-yIqOQutFaSg/TsGo-g6dWaI/AAAAAAAAAOc/sGDVbSuze3A/s320/fogueira.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5675002797404019106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma noite de lua nova e vento gelado. Saí para o pátio do convento, envolta em uma atmosfera algo misteriosa. Havia muitos conhecidos e desconhecidos lá, reunidos. Recém havíamos jantado, e tinha início a programação noturna – que nada tinha a ver com as irmãs do convento, que apenas nos cederam aquele espaço incrível. Lá fora havia um gramado, uma área muito grande. Mais adiante estavam muitas árvores e uma floresta fechada. O silêncio preenchia a alma, as estrelas no céu eram muitas – todo o encanto de um lugarzinho no meio do nada. Ao aproximar-me dos outros, me foram passadas as instruções. Deveríamos ficar em fila, adultos e adolescentes, misturados, colocando uma das mãos sobre o ombro de quem estivesse em frente a nós. &lt;br /&gt;- Vocês caminharão em linha reta – disseram.  De olhos fechados. Haverá uma área em declive, vocês precisam descer devagar. Ao final, chegarão a uma clareira, onde ascenderemos uma fogueira. No percurso, algumas pessoas estarão lá cuidando para que não se desviem do caminho. Não é permitido abrir os olhos até chegar à clareira.&lt;br /&gt;Coloquei as mãos sobre o ombro do seguinte. Os primeiros passos foram cambaleantes, mas tentei não abrir os olhos. Quando os tênis começaram a resvalar no declive, vez ou outra alguém tocou meu ombro livre me recolocando na linha certa. Parecia um caminho estreito, de mata fechada. Os grilos cantavam e pairava um cheiro doce e úmido de mato e terra. Após tantos minutos que não sei precisar, abri os olhos. Uma fogueira enorme iluminava uma pequena clareira. Tirei os tênis e sentei. Alguém me emprestou um cobertor, que coloquei em cima dos ombros. Me sentia muito bem. Era como se tudo aquilo me levasse a algo mais perto de alguma verdade profunda antes ignorada. Ao redor da fogueira, em silêncio, na noite fria e ventosa, uma paz me habitava. Um amigo começou uma massagem nos meus pés, e falamos sobre confiança. Todos falaram sobre confiança. Quantas vezes se pode confiar em alguém assim, de olhos fechados?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-2903738874491387954?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/2903738874491387954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=2903738874491387954' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/2903738874491387954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/2903738874491387954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2011/11/2003.html' title='2003'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-yIqOQutFaSg/TsGo-g6dWaI/AAAAAAAAAOc/sGDVbSuze3A/s72-c/fogueira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-918589245846960190</id><published>2011-08-27T11:46:00.000-07:00</published><updated>2011-08-27T14:48:08.113-07:00</updated><title type='text'>Mais um dia de chuva</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-oWGyExj1zFY/Tlk_3pj6rOI/AAAAAAAAAOU/GZB_729wSeM/s1600/tumblr_lpuofm8OPg1qbskx5o1_500_large.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-oWGyExj1zFY/Tlk_3pj6rOI/AAAAAAAAAOU/GZB_729wSeM/s320/tumblr_lpuofm8OPg1qbskx5o1_500_large.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5645613833167482082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não é quinta-feira, mas é dia de feira e chove. Te imagino comigo, na minha casa, na nossa cidade, em cima da cama do quarto de janelas sem cortinas, luzes apagadas e o dia cinza, abraçadas como naquele dia em que a idéia talvez fosse terminar tudo e que no fim se armou um temporal e voltamos correndo na chuva ensopadas para a minha casa, e eu te emprestei minha toalha de banho pela primeira vez. Lembro dessa sensação reconfortante de frio e conforto e carinho e pazes feitas. Dos teus olhos castanhos resplandecendo em toda sua plenitude frente à claridade desbotada em volta, como na primeira quinta-feira em que mordias os lábios, nervosa, de blusa azul e umas espinhazinhas na testa e muito branca, enquanto eu tipicamente rasgava o guardanapo, dobrava o canudo e quebrava os palitos de dente da mesa da cafeteria do supermercado do Bom Fim. A idéia sempre foi dizer-te que não e ir-me embora, mas diante de ti muito branca de azul marinho e olhos amendoados, eu nunca soube o que são olhos amendoados, acho que os teus são amendoados, eu não consegui dizer o que era para dizer e tentei tantos eufemismos que não disse nada enquanto fazia uma estatueta pós-moderna com o guardanapo, o canudo, o palito. Meu sentimento era branco, fusão de todas as cores, tu bem sabes o quanto eu não-gostava-de-ti-gostava-de-ti, aquelas situações de prognóstico reservado em que te atam na cadeira, jogam uma criança untada com resina na tua porta, entendes, coisas as quais só se pode aceitar, porque não existe outro destino, não se pode fazer mais nada. Passaram-se muitas quintas-feiras, tantas que paramos de contar - eu parei no 16, e tu no 19 porque é teu número preferido, na verdade eu não sei em que numero tu paraste, mas gosto de imaginar que foi no teu preferido, e muitos dias ainda serão chuvosos, e virá de novo essa sensação de pele molhada que secou, a camiseta verde encharcada no bidê do banheiro, tu com a toalha roxa no cabelo laranja, os olhos às vezes amendoados. Talvez ser amendoado não seja uma característica transitória, eu não entendo de amêndoas nem dos frutos secos que tu gostas de comer, no máximo eu te compro um saco de amendoins japoneses na feira do sábado e te dou como se tu fosses meu elefante particular porque nos desenhos animados eles sempre comem amendoins. Então vamos dizer que seja uma característica transitória que se enalteceu naquela quinta-feira em que te ofereci uma carona no meu guarda-chuva com capacidade para cinco pessoas porque pensei que teus brincos que combinavam com o colar que combinavam com a blusa que combinavam com tudo porque tu gostas dessas combinações monocromáticas faziam de ti indefesa. Só pude constatar o equívoco passos depois quando tua força de Sansão, eu deveria ter desconfiado dos teus cabelos compridos, ignorou todo o contexto do colar, do brinco, dos lábios que se mordiam nervosos, e me agarraste no meio da rua no meio da chuva a girar, a girar, que maravilha, que maravilha. Naquele momento tudo estava cinza e havia muito barulho dentro e fora e em volta, e eu não poderia prever que meia eternidade depois - meu infinito inicia para além de um ano, e quando chegarmos aí já teremos sido felizes para sempre -, eu não poderia prever que meio parassempre depois eu estaria lembrando disso desse jeito enternecido enquanto a chuva inunda uma cidade estrangeira muitos quilômetros longe do Bom Fim. Bom Fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-918589245846960190?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/918589245846960190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=918589245846960190' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/918589245846960190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/918589245846960190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2011/08/another-rainy-day.html' title='Mais um dia de chuva'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-oWGyExj1zFY/Tlk_3pj6rOI/AAAAAAAAAOU/GZB_729wSeM/s72-c/tumblr_lpuofm8OPg1qbskx5o1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-1153003696456471646</id><published>2011-04-09T17:36:00.000-07:00</published><updated>2011-04-09T18:03:22.011-07:00</updated><title type='text'>Atualidades</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-37ZDlpqtHCo/TaD_pmB1U5I/AAAAAAAAANo/m4jPPr5HnOM/s1600/birra2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 133px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-37ZDlpqtHCo/TaD_pmB1U5I/AAAAAAAAANo/m4jPPr5HnOM/s200/birra2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5593751827242111890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ando dolorida da rotina pesada em que eu mesma me meti. Mas feliz, lépida formiga operária, sabe como eu gosto de me cansar até a última gota e desfalecer sob os lençóis sem nenhum prelúdio introdutório aos sonhos confusos. Dormir e acordar, tocar o dia, tem sido assim. Você faz algo que não gosto, ignoro, mudo de assunto, vou dormir e acordo bem; então recordo, penso por um segundo, mas logo durmo de novo, já é 6a feira, e de novo, é domingo e o seu perfume me inebria por aquelas horas de doces esquecimentos novamente. É isso. Tenho me deixado levar - mas não sem opor um cadinho de resistência para fingir desfrutar de algum controle. Você me surpreende todos os dias com uma compreensão inesperada e uma aceitação sobrehumana de todos os meus defeitos, e eu não posso deixar de ficar impressionada, sem entender o seu por quê. Estou fascinada com os mecanismos do seu manejo interpessoal: atiro um brinquedo pra longe e lhe espreito para ver se você tratá de volta pra mim. É assim. Você sempre me pega pela mão e me puxa lomba acima enquanto eu esperneio que meu bico caiu. E no final da ladeira você se chateia com meu escarcéu, mas me explica calmamente, mais uma vez, todas as suas certezas. Eu, contrariada, braços cruzados, reviro os olhos e faço careta, depois vou dormir acalentada por seu pulso firme, envolvida em toda a sua afeição. E de alguma forma sorrindo. Então durmo e acordo e está tudo bem de novo até o final do dia. “Até o fim dos dias?” “Você é tão otimista”, e rio da sua petulância.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-1153003696456471646?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/1153003696456471646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=1153003696456471646' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/1153003696456471646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/1153003696456471646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2011/04/atualidades.html' title='Atualidades'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-37ZDlpqtHCo/TaD_pmB1U5I/AAAAAAAAANo/m4jPPr5HnOM/s72-c/birra2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-3364596396126720986</id><published>2011-02-26T03:33:00.000-08:00</published><updated>2011-02-26T03:34:17.144-08:00</updated><title type='text'>Gula</title><content type='html'>Você é aquele lanche gordinho gostoso que eu gostaria de deixar para depois e pedir que o cara da loja embale pra levar, mas sou tão ansiosa que ele mal empacotaria e eu já devoraria no caminho ainda que não sentisse fome. Enquanto isso, para você eu sou aquele doce que você olhou mil vezes na vitrine, até que um belo dia teve uma brecha de tempo, entrou, pediu e ficou olhando com um sorriso guloso. &lt;br /&gt;Estamos neste ponto agora. O ponto em que vou perder para a ansiedade e lhe devorar no caminho. O ponto em que você, de barriga cheia, vai comer o doce que parece tão bom e depois, passando mal, se arrependerá e dirá que foi indigesto, que você tinha de ter dado um tempo entre uma refeição e outra, e eu vou sofrer e olhar para você lhe achando um baita lanche e pensando que, poxa, eu deveria ter guardado para o dia seguinte, para mês seguinte, deveria ter colocado você no freezer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-3364596396126720986?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/3364596396126720986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=3364596396126720986' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/3364596396126720986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/3364596396126720986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2011/02/gula.html' title='Gula'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-3984300213617322702</id><published>2011-02-20T14:28:00.000-08:00</published><updated>2011-02-20T15:25:07.910-08:00</updated><title type='text'>Abortar.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-QttsBcC6YS8/TWGV7t1KytI/AAAAAAAAAMo/eq2RLUEpCjc/s1600/frida%2Bkahlo%2Baborto.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 255px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-QttsBcC6YS8/TWGV7t1KytI/AAAAAAAAAMo/eq2RLUEpCjc/s320/frida%2Bkahlo%2Baborto.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5575902666808806098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Do latim, "ab" (não) "ortus" (nascimento). Não-nascimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você foi um aborto incompleto espontâneo. Poderia me sentir culpada pela tragédia, mas estou certa de que não bebi, não fumei, estava ali comento chocolate e tendo náusea como toda a grávida saudável, acarinhando a próprio abdome gravídico com amor. Tracei o desenho dos lábios e o ângulo perfeito da curvatura dos cílios da vida que eu nutria, imaginei as cócegas que seus risos fariam aos meus ouvidos, tricotei incontáveis pares de sapatinhos para seus pezinhos minúsculos. Até começar a sangrar. &lt;br /&gt;No começo era um líquido rosado, depois era tanto sangue que, aterrorizada, não quis sequer olhar para o chão que atrás de mim era deixado a cada passo desesperado que dei até minha bolsa, meu celular, até a porta de saída. O que escorria pelas pernas sem compressa nenhuma segurar, e  corri para o hospital preocupada, mas sem querer saber de nada. Besuntada de gel na barriga como tantas outras vezes, porém agora sem estampar sorriso algum, e o obstetra com voz grave e tom solene fez minha garganta trancar. Não era mais possível ignorar o chão que deixava para trás, a evidência se fez e na minha vertigem tudo era coberto de sangue. &lt;br /&gt;De volta para a casa, chorei agachada na banheira como em todas as minhas pequenas tragédias, e desde então minha vida tem sido eliminar restos placentários.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-3984300213617322702?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/3984300213617322702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=3984300213617322702' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/3984300213617322702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/3984300213617322702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2011/02/abortar.html' title='Abortar.'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-QttsBcC6YS8/TWGV7t1KytI/AAAAAAAAAMo/eq2RLUEpCjc/s72-c/frida%2Bkahlo%2Baborto.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-7319036766006566228</id><published>2010-11-16T16:10:00.000-08:00</published><updated>2010-11-17T17:29:37.427-08:00</updated><title type='text'>Dos cacos.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/TOSBdTpsjaI/AAAAAAAAAMU/qzDkG6fjN3E/s1600/cacos-da-cidade2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/TOSBdTpsjaI/AAAAAAAAAMU/qzDkG6fjN3E/s320/cacos-da-cidade2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5540695782063902114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vidros estilhaçados aos berros hoje ali, em cima do muro que nos separa. Pontudos, transversos, linha de frente – avança e te rasgo toda. Até o osso. Até a alma. Guardaria porém nas arestas sangrentos restos da tua carne – exemplo cruento concreto indiscreto do meu aviso prévio. Rejubilar-te-ias na minha punição, tu que adoras te jogar aos vidros. Caminharias, então, para longe, o sangue coagulado grudado na pele, satisfeita. Estás sempre ali, em contemplação, desejosa de mais dor. Certa vez contemplavas em regozijo o efeito reluzente daquilo que já foi vaso de flor. “Os vidros quebrados podem compor um vitral”, disseste, como se entendesses de vidros. Logo tu que nunca foste transparente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(o vidro se estilhaçou aos berros, senhora, e eu não sei pintar vidro, não entendo de vitral. Mas sei construir muros. E tu sabes passar dos limites.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-7319036766006566228?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/7319036766006566228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=7319036766006566228' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/7319036766006566228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/7319036766006566228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2010/11/os-cacos.html' title='Dos cacos.'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/TOSBdTpsjaI/AAAAAAAAAMU/qzDkG6fjN3E/s72-c/cacos-da-cidade2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-8095050501800573703</id><published>2010-10-20T17:15:00.000-07:00</published><updated>2010-10-21T11:12:27.749-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sonhos'/><title type='text'>Mostra-me teus caninos.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/TMCCemW1SVI/AAAAAAAAAL8/ZfH4w26HdIY/s1600/dog1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/TMCCemW1SVI/AAAAAAAAAL8/ZfH4w26HdIY/s320/dog1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530563804614969682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava em uma biblioteca enorme, escura, com escadas de caracóis, aprendendo na prática o que significava tédio a despeito do que me cercava, fazendo algum trabalho. Estava lá, cansada, a roupa apertando, querendo ir para casa, quando por alguma razão entendi que havia ganhado um cachorro. Eu não queria um cachorro, nunca quis um cachorro, ele estava lá. E quando cheguei em casa a porta estava aberta, meu deus, quem deixou a porta aberta, o cachorro pode entrar (minha preocupação nunca foi o cachorro sair). Cheguei cansada, roupa apertando, sapato apertando, coração apertando, entrei. De longe o vento e os jornais voando, entrei no corredor e não tinha mais lar – o cachorro no meio do tornado, feliz, abanando o rabo no fiapo que sobrou do meu tapete branco. Era um labrador cor-de-creme, lépido e serelepe. Fiquei arrasada, mas não poderia culpá-lo. Era só um cachorro brincando de destruir tudo o que conquistei. Era só um cachorro invadindo meu lar e destruindo minha vida sem que eu tivesse pedido sua companhia. Chorei o choro de leite derramado, agachada no chão, incrédula e impotente. Eu nem queria aquele cachorro, por que me deram o cachorro, quem deixou a porta aberta, tudo o que eu construí, como vou pagar, e eu nem posso sentir raiva dele, rabo abanando, é só um cachorro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, semanas após o primeiro ocorrido, cheguei em casa e havia outro cachorro ali. Estranhei, que cachorro é esse, vamos colocar ele porta afora. Segurava minha pesada bolsa impacientemente, não quero esse cachorro aqui dentro, quero minha paz, estou cansada e a bolsa pesa. Eu sei,  posso esperar ele ir embora sozinho, mas eu quero agora. Eu quero agora e a casa é minha. Fitei o cachorro com impaciência, não quero esse cachorro aqui, que cachorro é esse. Uma voz distante e feminina disse meu nome, vírgula, não te mete, o cachorro morde, deixa ele aí. Não, agora eu sou do tipo que tem medo de cachorro, quero que esse bicho saia daqui agora, quero a minha paz. Me aproximei do cachorro socadinho de focinho quadrado e olhos puxados, rosnei, rosnou, e vi seus dentes pontudos. Vi seus dentes pontudos, e um lampejo de sensatez me passou a mente, deixo o cachorro aqui, mas não, a casa é minha, ora agora o que é isso. Peguei o cachorro entre minhas costelas e meu braço direito dobrado, com força, raiva e decisão impulsiva, joguei ele para fora  pela porta da frente. Mal me recompus, e ele voltou mostrando os dentes em um sorriso sádico. Senti medo e ódio, desgraçado, agora eu te tiro daqui. Meu ódio aumentava no peito, e, em um ímpeto cruel, machuquei, gritei, a raiva me afogueava o rosto, machuquei, rosnou e mordeu. Tranquei o monstro no banheiro, e ele destruiu a porta. Um calafrio me perpassou o corpo, e senti medo.  Assustada, irritada, bicho desgraçado, segurei ele com força, enquanto ele se retorcia e me cravava unhas e dentes, rosnando. Bicho desgraçado, o atirei do 6o andar. Pronto. E se ele morrer, não reconhecerei minha crueldade e violência, não quero ver, não queria ferir assim, não queria, deus, matar, ele não tem culpa, é um cachorro; mas a casa será minha de novo, aquele cachorro odiável, indesejado; mas ele pode voltar, ele já destruiu a porta do banheiro, ele pode voltar e me ferir. Era minha subjetividade tripartida. Segundos de desespero e calmaria inimaginavelmente fundidos. Quando ele ressurgiu. Desesperada, corri pela casa, chamei tio, tia, irmão, mãe, por favor me ajudem, não sou forte o suficiente, ele está voltando. Então o cachorro virou um homem. Um homem gordo, de pele oleosa, odioso e repugnante. Seus olhos mudaram de brilho ao ver meus familiares. Cabisbaixo, chorou e contou seus piores dias, enquando eu espiava tudo, ainda receosa e desconfiada, da porta do quarto. Contou seus piores dias, me senti tocada na pele enquanto o coração ainda pulsava de raiva, medo, rancor. Tocada na pele, seus piores dias não me penetrariam, entretida no meu egoísmo. Contou seus piores dias. Eu tive pena e raiva. De mim, do homem. Talvez não fosse mais machucada, a história dele era triste, mas que horas mesmo ele ia embora.&lt;br /&gt;-----------------------------------&lt;br /&gt;Não sei por que invades meus sonhos ornando tantos pêlos, garras e dentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-8095050501800573703?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/8095050501800573703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=8095050501800573703' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/8095050501800573703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/8095050501800573703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2010/10/mostra-me-teus-caninos.html' title='Mostra-me teus caninos.'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/TMCCemW1SVI/AAAAAAAAAL8/ZfH4w26HdIY/s72-c/dog1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-8639584394395120980</id><published>2010-10-17T16:10:00.000-07:00</published><updated>2010-10-17T20:28:30.775-07:00</updated><title type='text'>Bhagavad-Gita como ele é.</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Capítulo 6, verso 5.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"Com a ajuda de sua mente, a pessoa deve libertar-se, e não degradar-se. A mente é amiga da alma condicionada, e é também sua inimiga."&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O propósito do sistema de yoga é controlar a mente e afastá-la do apego aos objetos dos sentidos. Nesta passagem, enfatiza-se que a mente deve ser treinada de tal maneira que possa livrar a alma condicionada do lodaçal da ignorância. Na existência material, a pessoa sujeita-se à influência da mente e dos sentidos. De fato, a alma pura está enredada no mundo material porque a mente envolve-se com o falso ego, que deseja assenhorar-se da natureza material. Portanto, a mente deve ser treinada para que não se deixe atrair pelo brilho da natureza material, e aí então a alma condicionada conseguirá salvar-se. Não se deve cair vítima da atração aos objetos dos sentidos. Quanto mais alguém se deixa atrair pelos objetos dos sentidos, mais se enreda na existência material. A melhor maneira de desvencilhar-se é sempre ocupar a mente na consciência de Krishna."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-8639584394395120980?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/8639584394395120980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=8639584394395120980' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/8639584394395120980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/8639584394395120980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2010/10/bhagavad-gita-como-ele-e.html' title='Bhagavad-Gita como ele é.'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-8037410641942600436</id><published>2010-09-07T18:33:00.001-07:00</published><updated>2010-09-07T18:45:50.523-07:00</updated><title type='text'>Admissibilidades</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/TIboG-qlPyI/AAAAAAAAALU/ELduE0cXeo4/s1600/pantufas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 217px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/TIboG-qlPyI/AAAAAAAAALU/ELduE0cXeo4/s320/pantufas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5514350000360210210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Conforme exordial acusatória,&lt;br /&gt;- Primeiro Fato: das Pantufas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorria desgrenhada com dor de cabeça e a barba por fazer – na verdade não tenho barba. Minha cara de sono, a barriga grunhindo as 4 horas passadas desde o primeiro “vamos levantar”. Sentei-me na cama apertando os olhos sem óculos tentando focar teu corpo que levantara e agora estava procurando um casaco. Parecia fazer frio. Desconhecíamos o sol lá fora, trancafiadas a sete (duas) chaves no apartamento, giradas uma vez cada na noite anterior. Colocavas o casaco, não, um blusão ou uma básica cheia de bolinhas que mais tarde fiquei arrancando da tua roupa no sofá, e foi quando olhei teus pés, apertando os olhos, e tu calçavas minhas pantufas. Tu não entenderias, mas isso fazia de ti fatalmente imbricada no que é meu, mais que o resto de ti que ainda se faz presente nas mãos que tanto te alisaram e que tanto me esmerei em não lavar direito pra te guardar um pouco mais.  Estavas ali, calçando minhas pantufas, me ouvindo confusa, suada, tendo pesadelos; histérica com a sujeira da casa. Estavas ali achando tudo engraçado e me contando sobre as tuas galinhas, a capoeira, as flexões, tua lista de romances aleatórios. Com os pés nas minhas pantufas, não parecias te importar com coisa alguma, nem com o barulho dos aviões que eu estranhara antes, nem com meu pijama nada atraente, e então eu podia  admirar as efélides sobre tua tez branquinha enquanto o sol das duas da tarde já entrava pela janela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-8037410641942600436?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/8037410641942600436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=8037410641942600436' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/8037410641942600436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/8037410641942600436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2010/09/admissibilidades.html' title='Admissibilidades'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/TIboG-qlPyI/AAAAAAAAALU/ELduE0cXeo4/s72-c/pantufas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-997890847619754542</id><published>2010-08-08T18:52:00.000-07:00</published><updated>2010-08-08T19:01:14.719-07:00</updated><title type='text'>Dia dos Pais</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/TF9hJI7JZZI/AAAAAAAAALE/fOQUfkFkFyc/s1600/pai.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 166px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/TF9hJI7JZZI/AAAAAAAAALE/fOQUfkFkFyc/s320/pai.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503224079312315794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Entrei no meu quarto com uma vizinha, meus olhos inchados e doloridos de tanto chorar, mas ainda tão confusa – em nenhum momento deixei de ficar confusa desde então. Liguei a luz e tudo estava perfeitamente arrumado e tão vazio. Tão vazio. Trazia em minhas mãos flores alaranjadas que colhi no pátio porque me disseram para escolher as mais bonitas para você. Eu achava que se colhesse as minhas preferidas você saberia que eram minhas. Então entrei no meu quarto para lhe escrever uma carta que lhe dissesse o quanto eu o amava, não como as outras que já lhe havia entregado tantas vezes chamando você de amado e idolatrado porque eu estava aprendendo o hino do Brasil e achei bonito, não como essas, uma mais séria e definitiva, porque me disseram que colocariam no bolso do seu paletó. Eu estava chorando tanto, mas era tão urgente demonstrar ainda mais uma vez, a última vez, que amava você tanto, tanto, mas ainda reclamar que você mentiu e não ficou velho. Olhei em volta procurando um papel de carta bonito e então enxerguei um lápis com um peixe de borracha na ponta, você quem me deu. Então solucei tanto e alguém veio me dar um copo de água com açúcar de novo e um remédio, mas é que ninguém poderia entender, foi seu último presente. E eu não tinha gostado do presente, achei o peixe feio, mas eu não teria coragem de lhe dizer tampouco reclamar, foi um presente tão simples mas com tanto amor. Eu não tinha gostado do presente, me senti tão culpada, seu último presente. Um bom tempo contemplei o peixe de borracha, e foi a última vez que o vi. Partimos de madrugada para outra cidade e deixamos aquela casa cheia de você para sempre. Porque você nos deixou para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-997890847619754542?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/997890847619754542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=997890847619754542' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/997890847619754542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/997890847619754542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2010/08/entrei-no-meu-quarto-com-uma-vizinha.html' title='Dia dos Pais'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/TF9hJI7JZZI/AAAAAAAAALE/fOQUfkFkFyc/s72-c/pai.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-1371967826387508195</id><published>2010-07-20T21:18:00.000-07:00</published><updated>2010-07-20T21:45:27.504-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/TEZ6qHHsd4I/AAAAAAAAAK8/r65o2ZQxyxc/s1600/fotografia8.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/TEZ6qHHsd4I/AAAAAAAAAK8/r65o2ZQxyxc/s320/fotografia8.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496215259136685954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É incrível como a personalidade das pessoas se dissolve até nas minúcias aparentemente banais; pois foi na sutileza de pentear meu cabelo para trás que aprendi a diferença entre você e os outros. Você sempre penteava meu cabelo para trás. Não parecia notar que eu preferia repartido no meio, simplesmente penteava para trás apressadamente como fazia com o seu próprio. Me olhando no espelho eu achava esquisito, mas acabava gostando porque era o seu toque especial. Me fazia perceber que apesar de não atentar para as minhas preferências você então imprimia em mim sua própria preferência compartilhando seu penteado predileto, e isso me trazia uma felicidade nova. Era o seu toque especial, o seu penteado. E é claro que quando você maquinalmente me penteava apressado você não poderia imaginar o que me imprimia. Mas hoje quando eu estava no cabeleireiro e ele acidentalmente penteou meu cabelo para trás lembrei você e meus olhos se encheram de lágrimas. Eu sei, já faz treze anos que você morreu. Mas era o seu toque especial.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-1371967826387508195?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/1371967826387508195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=1371967826387508195' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/1371967826387508195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/1371967826387508195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2010/07/e-incrivel-como-personalidade-das.html' title=''/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/TEZ6qHHsd4I/AAAAAAAAAK8/r65o2ZQxyxc/s72-c/fotografia8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-1503063236447145072</id><published>2010-07-17T21:01:00.000-07:00</published><updated>2010-07-18T08:46:55.543-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>As pessoas com quem decidimos nos relacionar são artifícios para o autoconhecimento. Sem demerecê-las - um caso em que o artifício é essencial. É como explicitar (x+y)² em x²+2xy+y² sendo que nunca alguém nos dará o valor das variáveis e nos perguntaremos que raios fazer com isso. São aquele 2 pelo qual multiplicaríamos a primeira equação &lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/TEKBwnI6YGI/AAAAAAAAAKs/DLTE_X12Dyg/s1600/mat2.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 70px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/TEKBwnI6YGI/AAAAAAAAAKs/DLTE_X12Dyg/s200/mat2.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495097167485493346" /&gt;&lt;/a&gt; para desvendarmos nossos mistérios latentes materializados em incógnitas e que no final o artifício vira parte da equação e faz tão parte dela que nem lembramos mais de que se tratava de um artifício nem de como ele surgiu. Na verdade o que acontece é que cada um traz consigo suas próprias variáveis e quando nos damos conta temos também z,r,s e ainda que descubramos x=-4 e y=-5/3 isso já virou obsoleto e nem faz mais diferença.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-1503063236447145072?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/1503063236447145072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=1503063236447145072' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/1503063236447145072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/1503063236447145072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2010/07/aquilo-que-voce-sempre-quis-saber-o-que.html' title=''/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/TEKBwnI6YGI/AAAAAAAAAKs/DLTE_X12Dyg/s72-c/mat2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-4843948309346077721</id><published>2010-07-15T07:51:00.000-07:00</published><updated>2010-07-15T07:56:35.393-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Faz um tempo venho lembrando-me de ti. Passados tantos anos - como pude te esquecer por tantos anos? Recobrada a razão, tu reapareces de orelhas coladas no meu ventre que há de inchar. Depois somes, e te procuro também no beijo de rosto molhado demais que me deste no supermercado logo após ter perguntado meu nome – eras tu? Não suporto estas ilusões. Tu és sempre quem virá, mas tu nunca chegas. Quando deito na cama tarde da noite, satisfeita na solidão de te esperar, me pergunto se os terremotos no caminho acaso separaram meu chão do teu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-4843948309346077721?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/4843948309346077721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=4843948309346077721' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/4843948309346077721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/4843948309346077721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2010/07/passados-tantos-anos-como-pude-te.html' title=''/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-7595626152493205721</id><published>2010-06-05T05:50:00.000-07:00</published><updated>2010-07-08T17:56:01.776-07:00</updated><title type='text'>Tudo pode dar certo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/TApKQlC9DEI/AAAAAAAAAJE/-ljj9i3oj5w/s1600/tudopodedarcerto.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/TApKQlC9DEI/AAAAAAAAAJE/-ljj9i3oj5w/s320/tudopodedarcerto.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479273545332493378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando procurei o lápis de olho marrom para realçar meus olhos cor de sei lá o quê, mas sem chamar muito atenção, porém não achei já que nesses dias de crise nada está no lugar, nem lápis de olho nem pensamentos, e tive de escolher o preto que me exagera um pouco, para então dar uma última olhada no espelho, descer as escadas, atravessar a rua na chuva, pegar um táxi e te encontrar... Quando tudo isso aconteceu e descobrimos que sou mais perdida que cego em tiroteio (“Desculpe o chiclê, Boris”) e que enfim o filme programado não estava lá, e então escolhemos outro que deu mais certo que o esperado e me deixou pensativa, e depois pudemos conversar por algumas horas. O que quero dizer é que desde o lápis de olho eu sabia que não seria aquela a te dar o beijo previsível ao chegar em casa. Não seria aquela a cumprir protocolos, estou farta do convencional supérfluo. Estou farta de pseudoromances e de amores da minha vida ao segundo encontro. O que não pode mais ser é atropelar tudo por uma idealização e descobrir que o objeto dessa idealização é nada mais que preguiçoso, malvado, desleal, desrespeitoso, depois de toda a entrega. Dormir e acordar casada, com filhos, gorda e cheia de estrias, e agora você com essa, desleal, sem respeito, malvado, preguiçoso. Não sou intensa, já falei isso. Não gosto de quem vive intensamente porque grande parte das vezes significa empurrar tudo para baixo do tapete e sair  exagerando por aí sem pensar, para se sentir vivo, mas isso é porque se é morto por dentro. Quem não é morto por dentro não precisa desses artifícios atordoados. Não precisa correr para preencher vazio nenhum pois não há vazio algum. E desde que eu estava em casa procurando meu lápis marrom eu já sabia que não preencheria o protocolo. Até o amor virou programático-performático, e eu já não quero mais. Até o amor é repleto de efeitos especiais, sangue e gritaria como nos filmes de ação, e é também nos filmes de ação que quando alguém morre os outros personagens choram no máximo uns segundos e esquecem o morto por completo. E eu já não quero mais. Meu tempo é arrastado, mas saboroso. Não há nada de morno nisso. Há quem não aprecie os extensos prelúdios, eu sei. Mas há vezes em que o prelúdio era tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-7595626152493205721?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/7595626152493205721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=7595626152493205721' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/7595626152493205721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/7595626152493205721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2010/06/tudo-pode-dar-certo.html' title='Tudo pode dar certo'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/TApKQlC9DEI/AAAAAAAAAJE/-ljj9i3oj5w/s72-c/tudopodedarcerto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-2277089142128218157</id><published>2010-05-03T14:35:00.000-07:00</published><updated>2010-05-22T06:04:03.003-07:00</updated><title type='text'>Momentos em que eu gostaria de ter uma máquina fotográfica em mãos</title><content type='html'>Esquina da Vasco da Gama com a Fernandes Vieira. De bruços, por cima de sacolas de lixo abertas esparramando tudo, a mendiga atirada apoiava a cabeça com uma das mãos que segurava uma caneta entre os dedos, enquanto com o outro braço segurava um livro amarelado escrito em letras miúdas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-2277089142128218157?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/2277089142128218157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=2277089142128218157' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/2277089142128218157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/2277089142128218157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2010/05/momentos-em-que-eu-gostaria-de-ter-uma.html' title='Momentos em que eu gostaria de ter uma máquina fotográfica em mãos'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-946421275792008360</id><published>2010-04-05T18:21:00.000-07:00</published><updated>2010-04-05T18:31:33.207-07:00</updated><title type='text'>De quando você voltava para sua casa.</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(escrito em maio de 2009)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você foi embora. E eu fiquei aqui com minha cara de tacho mordendo a embalagem do desodorante e pensando que torturo você e te maltrato sem saber por quê mas repleta de fundamentos. Com minha razão e minha frieza – você sempre desconfiou das minhas luvas. O problema é que essas coisas tomam conta de mim e quando vejo estou cheia de idéias e não aceito que você me esquente as mãos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-946421275792008360?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/946421275792008360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=946421275792008360' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/946421275792008360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/946421275792008360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2010/04/de-quando-fui-deixada.html' title='De quando você voltava para sua casa.'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-6422777847375898530</id><published>2009-08-31T17:38:00.000-07:00</published><updated>2009-08-31T17:53:37.023-07:00</updated><title type='text'>Aquilo que você já sabe.</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(Escrito em 13/07/09)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/SpxwIAKteyI/AAAAAAAAAGY/G9bFt8ogmHY/s1600-h/fotografia1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/SpxwIAKteyI/AAAAAAAAAGY/G9bFt8ogmHY/s200/fotografia1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376295337959717666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Você me convida para um café, um sorvete, cinema, gasômetro. Há por lá um estacionamento novo, mais seguro, que você só agora descobriu. Então poderíamos ir até lá, tomar um café que não seja nem tão caro porque você bem sabe quanto sou mão-de-vaca nem tão amargo porque nós bem sabemos como você só toma café para me acompanhar. E na despedida não seria necessário que você entrasse no carro com muita pressa, passasse o cinto de segurança, errasse, e então partisse com o carro mesmo assim e só quando ele já estivesse andando tentasse o cinto de novo e pudesse respirar com um pouco de alívio – mas não com todo o alívio –, e logo não seria necessário que eu ficasse ressentida dos carinhos que não trocamos porque você morreu de medo mesmo dentro do estacionamento que não lhe parecia suficientemente seguro. Agora, muitos meses depois, você descobriu um estacionamento seguro e o que me é favorito, então sabe adequadamente me convidar para um sorvete e fazer a ressalva sobre minhas extremidades geladas com a mesma explicação que um dia lhe dei tentando incutir-lhe um pouco de minha parca fisiologia-patologia. É assim que você também pode me convidar para o cinema e acertar no filme, porque já aprendeu a entender que sempre me apetecem tuas escolhas francesas, ainda que eu fosse gostar de filmes de outras nacionalidades também. Você sabe de tudo que me é idiossincrático e também do que me é comum, e é por isso que você deve saber que apesar de minha frieza que controlo com luvas e poupando palavras seus convites me tocam, porque é explícito como nunca foi que temos as mesmas vontades e gostamos dos mesmos programas e etc e etc e é claro que eu só poderia sentir saudades disso apesar dos seus defeitos, ou melhor, das suas características que me desagradam e que levaram tudo a ruir. O que acho estranho, apenas, é que depois de tanto tempo você ainda tenha esperanças contra minha teimosia e método. Você sabe que eu não aceitaria, mesmo que não entenda ao certo o por quê e fique com raiva por dizer que me baseio no passado e que um dia pode ser diferente. É verdade, não acredito na mudança, mas meu n amostral é gigantesco, e você sabe o quanto gosto de fundamentar-me em evidências. Mas talvez eu devesse falar a sua língua agora. Talvez eu devesse simplesmente dizer-lhe que sair com você agora é como olhar sua escova de dentes que ficou no armarinho por um descuido qualquer e lembrar de você escovando os dentes ao meu lado e logo em seguida saindo de perto de mim por não suportar como eu faço barulho. É como estar de frente para essa escova, lembrar disso e de tantas outras escovas que usamos pela casa, rindo ou reclamando, e de como eu era feliz com isso. Não quero lembrar disso porque me faz mal, me faz triste, e eu me baseio em evidências de um n gigantesco que certamente me levará a um p&lt;0,05 , de que chafurdar no que sentimos é uma grande idiotice se também sentimos e dissemos outras coisas que impedem que tudo isso volte, então o correto, p&lt;0,05 , é que nos baseemos na escolha racional que provou com um intervalo de confiança compatível e uma puta relevância clínica que acabou, está acabado, e não tem mais como voltar atrás.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-6422777847375898530?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/6422777847375898530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=6422777847375898530' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/6422777847375898530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/6422777847375898530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2009/08/aquilo-que-voce-ja-sabe.html' title='Aquilo que você já sabe.'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/SpxwIAKteyI/AAAAAAAAAGY/G9bFt8ogmHY/s72-c/fotografia1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-609218180596675882</id><published>2009-07-12T22:47:00.000-07:00</published><updated>2009-07-12T22:55:50.153-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fragmentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='leituras'/><title type='text'>O Lado Fatal</title><content type='html'>(&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não escrevi dia nenhum. Foi &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;LYA LUFT&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;I &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando meu amado morreu, não pude acreditar:&lt;br /&gt;andei pelo quarto sozinha repetindo baixo:&lt;br /&gt;"Não acredito, não acredito."&lt;br /&gt;Beijei sua boca ainda morna,&lt;br /&gt;acarinhei seu cabelo crespo,&lt;br /&gt;tirei sua pesada aliança de prata com meu nome&lt;br /&gt;e botei no dedo.&lt;br /&gt;Ficou larga demais, mas mesmo assim eu uso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;II &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Muita gente veio e se foi.&lt;br /&gt;Olharam, me abraçaram, choraram,&lt;br /&gt;todos com ar de uma incrédula orfandade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;III &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Aquele de quem hoje falam e escrevem&lt;br /&gt;(ou aos poucos vão-se esquecendo)&lt;br /&gt;é muito menos do que este, deitado em meu coração,&lt;br /&gt;meu amante e meu menino ainda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;IV &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Deus&lt;br /&gt;(ou foi a Morte?)&lt;br /&gt;golpeou com sua pesada foice&lt;br /&gt;o coração do meu amado&lt;br /&gt;(não se vê a ferida, mas rasgou o meu também).&lt;br /&gt;Ele abriu os olhos, com ar deslumbrado,&lt;br /&gt;disse bem alto meu nome no quarto do hospital,&lt;br /&gt;e partiu. &lt;br /&gt;Quando se foram também os médicos e suas &lt;br /&gt;[ máquinas inúteis,&lt;br /&gt;ficamos sós: a Morte (ou foi Deus?)&lt;br /&gt;o meu amado e eu.&lt;br /&gt;Enterrei o rosto na curva do seu ombro&lt;br /&gt;como sempre fazia,&lt;br /&gt;disse as palavras de amor que costumávamos trocar.&lt;br /&gt;O silêncio dele era absoluto: seu coração emudecido&lt;br /&gt;e o meu, varados por essa dourada foice.&lt;br /&gt;Por onde vou deixo o rastro de um sangue denso &lt;br /&gt;[e triste&lt;br /&gt;que não estancará jamais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Texto integral nesse site meio estranho: http://tiny.cc/YWM0W )&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-609218180596675882?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/609218180596675882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=609218180596675882' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/609218180596675882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/609218180596675882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2009/07/o-lado-fatal.html' title='O Lado Fatal'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-4314215588383732435</id><published>2009-05-20T14:58:00.000-07:00</published><updated>2009-05-20T15:12:05.613-07:00</updated><title type='text'>O que me faz feliz.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/ShSAGuAsKWI/AAAAAAAAAEI/u6GYAPUKbxg/s1600-h/o+q+me+faz+feliz.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 294px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/ShSAGuAsKWI/AAAAAAAAAEI/u6GYAPUKbxg/s400/o+q+me+faz+feliz.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338032311259375970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me faz feliz é ter-te à luz da tarde, raios UV intensidade 4 (fraco), depois do almoço. Aquela bobeira pós-prandial, deitar contigo e te abraçar. “Deixa eu te abraçar”. Então tu me olha, sorri e fica esperando, apesar de saber que o que eu quis dizer foi “vira pra lá, conchinha, sono” - assim meio telegráfico naquela lassidão que me impede de abrir a boca direito. De costas pra mim, te toco com minhas mãos geladas - e tu reclama. Não importa, acho tudo isso lindo com aquela luz, teus ombros, tu praticamente sem roupa mesmo sabendo que vai ter de levantar em meia hora. Tudo lindo mesmo com o vizinho falando no telefone, aos berros, e as crianças fazendo aquele barulho que tu acha que é com um instrumento detestável e que eu finjo ter certeza de que não, eles fazem aquilo soprando as mãos de alguma maneira. Vamos dormir esses dez minutos restantes? Mas aí te beijo o pescoço, hm. Não, está bem, vamos dormir. Fico tentando abstrair todo o barulho lá de fora e acho fantástico quando tu dá aquele chutezinho com a perna que significa “estou pegando no sono”. Desligo o despertador – o mesmo que um dia tu derrubou no chão porque foi me fazer cosquinha e eu superreagi e te derrubei e tu bateu no criado-mudo depois caiu junto com o despertador e trrriiim – e te digo que está na hora de ir. Está na hora de ir embora. A gata mia lá fora, ouvindo nossas vozes. E essas são as meias horas que me dão aquele sorriso idiota de todos os dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-4314215588383732435?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/4314215588383732435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=4314215588383732435' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/4314215588383732435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/4314215588383732435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2009/05/o-que-me-faz-feliz.html' title='O que me faz feliz.'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/ShSAGuAsKWI/AAAAAAAAAEI/u6GYAPUKbxg/s72-c/o+q+me+faz+feliz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-9022017512618688611</id><published>2008-11-25T15:31:00.000-08:00</published><updated>2009-06-20T11:32:23.887-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desabafo'/><title type='text'>A Dupla Vida de Veronique - Tempos de Samsara</title><content type='html'>(&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Escrito em alguma data há tempos atrás&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/SSyUvnSleTI/AAAAAAAAAD4/0rpv62DWY-M/s1600-h/14.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/SSyUvnSleTI/AAAAAAAAAD4/0rpv62DWY-M/s400/14.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272752809465706802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;SAMSARA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me dói é ver-te entre lágrimas e sombra. Dói encontrar-te por aí nas ruelas e subsolos imundos, roupa branca, pele clara, alma doce, agora enlamada, descabelada, a esconder-se sob marquises dessa cidade Samsara. Tu, senhora dos tarôs e das magias. Tu, que enxergas além dos céus e dos corpos. Tu, Veronique, na cidade de Samsara. Dói. E eu, a quem foi dado o talento de enxergar possibilidades e potenciais, sofro junto, no deserto, tuas mordaças a prenderem meus pés. Porque te enxergo, roupa vermelha, pés descalços queimando na areia dos desertos, para longe de Samsara, vindo até mim. Te enxergo, cabeça erguida, semblante iluminado. Tua força emanando por cada poro da tua pele, e cada raio de sol que tu refletes enaltece tua figura incrível. És Sabina, dona do teu poder. Para além da prisão de vidro, a alma chegando à superfície e transbordando. Livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Samsara, entre sombras e sujeiras, te sigo, louca e alucinada. Te procuro, Veronique, incessantemente. Sento-me nas fontes de água salobra, pés descalços e pretos, braços marcados por unhas a coçar dessas pulgas que me mordem e comem. Sentada nas fontes, e minhas lágrimas vão ao encontro de seus iguais, água salobra das fontes – porque aqui em Samsara todos choram. Estou aqui, sem te encontrar, desejando-te loucamente. Estou doente, e tu tens febre. Estou doente, alucinada e com os pés pretos. Caminho entre as luzes dos postes de querosene a tremular chamas, te encontro em desgraça. Quero um abraço, te puxo pelos ombros, afundo unhas em tuas costas, te mordo o pescoço. Tu sentes a vertigem e tentas te desvencilhar do meu corpo que te invade com unhas, mãos e dentes, me empurras, não consegues te desvencilhar, afundo unhas em teus braços que foram seda, afundo dentes em teu pescoço que foi algodão-doce, tu me empurras, me larga!, maldita! Minhas mãos abertas de dedos que se embrenham em teus cabelos desgrenhados a te puxar, tu viras o rosto para o lado, maldita!, olho para baixo porque tu pisas em meus pés pretos, tu me empurras pelos ombros, eu cambaleio a quase cair, puxo tuas saias enormes e brancas e sujas, tu me odeias, maldita!, te rasgo a blusa com as unhas imundas e compridas, tu me cospes o rosto, empurro-te contra as grades das jaulas dos bichos, tu me empurras de volta, me puxas os cabelos, te piso os pés e te atiro no chão – maldita! Invado-te porque estou doente, cobro teu corpo porque estou podre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu ódio é antigo. Eu tinha outra, a odalisca das falsas palavras, mulher corrompida. Eu sei. Tu me repugnavas, Veronique, e tinhas ciúmes. Vieste a nós, que nos devorávamos em volúpia num monte de feno e carrapatos. Vieste a nós, enlouquecida, olhos chorosos, apertando os dentes em desprezo, atiraste-me pedras. A mulher gargalhava, não tinha mais dentes, e seus amigos diabólicos me seduziam e cegavam. Tuas pedras me acordaram, Veronique, e corri atrás de ti, os diabos me puxando os pés, corri até ti, mas tu me fechaste a porta – te trancaste numa torre sem me atirar trança nenhuma. Os diabos me subiram as pernas, me aguçaram o sexo, inebriaram-me num torpor de energias que arrastam, e eu gargalhei sem dentes, mulher corrompida, atirada ao feno, gritei falsas palavras em volúpia. A odalisca me consumia e tua lembrança estava longe. A odalisca me consumia, e seus animais diabólicos me inebriavam, eu não sentia tua dor, pela primeira vez. Pela primeira vez, dissociada de teu sentir, Veronique. Perdida e caída nesta cidade do além-chão. Corri até ti, pés pretos e desgrenhada, e tu me fechaste a porta da torre sem me atirar as tranças. Por uns dias te esqueci, inebriada em volúpia. Eu sei, tu te digladiavas e berravas já rouca do alto da torre – o eco dos teus pavores a estourar teus próprios tímpanos. Digladiavas com teus demônios e sofrias.  Corri aos braços da odalisca de olhar provocante, deitei-me neles buscando ilusões. Foram os primeiros braços dos tantos em que busquei Veroniques. Empenhada em esquecer-te, atirei-me de mulher em mulher, enquanto tu me observavas do alto da torre a reprovar-me. Machuquei-te com isso e de propósito, Veronique, porque te quis desde o primeiro instante, ainda antes de cairmos em Samsara, e me doeu a impossibilidade de te ter. Me doeu, porque te queria tanto e não podia. Embalada por diabólicos seres que me subiam as pernas, aguçavam meu sexo, atirei-me de mulher em mulher, odaliscas e salamancas, enganando-me. De vez em quando tu descias da torre, dissimulavas, me ajudavas a esmagar as uvas, nossos pés pretos, sujos e sangrantes. As uvas para o vinho a entorpecer nossas noites, quando caminhávamos pelas ruas dos postes de querosenes. Tudo era torto porque dissimulávamos e distorcíamos. Cravávamos no peito as unhas do rancor, como na música. Rancor, pois em mim também doía a lembrança da porta da torre que me fechaste à cara, tranças jogadas para um monstro que te sugava o sangue, te pisava e batia – mas tu o aceitavas porque era somente por ti, e por ninguém mais, que ele subiria até o alto de uma torre. Ele te sugava o sangue e tu lhe entregavas o pescoço com paixão. Assim me dizias, Veronique, e isso muito me doeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DESERTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcas roxas no meu corpo agora me contam essa história longínqua. Agora lembro, Veronique. Naquela noite, lampiões de querosene, deixei Samsara quando meu coração lembrou que meu espírito era maior do que a mesquinhez de te rasgar as roupas e te atirar no chão. Teu rosto reluzente à luz dos querosenes, planície de lágrimas, teu peito a inflar e desinflar, a inflar e desinflar, a inflaredesinflar, teus soluços. Eu, monstra, suja, agarrando-te os punhos com violência, mordendo-te os lábios, e aquela música, aquela sinfonia, era uma noite, uma orquestra, tu em um xale rosa, teu perfume suave e doce, muito antes de cairmos na a cidade do além-chão. Muito antes dos pés pretos, cabelos despenteados, sombras e marquises. Soltei teus punhos, pedi-te desculpas, e tu fugiste para longe, embrenhou-te em Samsara. Vaguei uns dias por fontes e lágrimas, ralos e ratos, sem te encontrar. Cabisbaixa, olhos fitando o chão, vencida, fui seguindo a orquestra, o perfume suave. Vozes, de algum lugar elas surgiram e me disseram “Verônika, tu caíste e estás doente”. Sim, eu estava doente e suja, pés pretos, e horrorizaram-me as unhas ensangüentadas, roupas rasgadas, pele esfolada. Horrorizada, corri para fora dessa cidade construída dentro da prisão de vidro, cidade perdida e maldita. Veio o deserto, a saudade de ti, a fome e a sede. A estiagem que me fez definhar até encontrar esta cadeira de palha onde tuas mordaças me atam as pernas, onde o sol me traz mais idade e dor. Estou aqui tentando me livrar daquelas lembranças sombrias, e te espero. Estou aqui e também sorrio. Estou aqui, depositando minhas crenças em ti, torcendo para que te lembres que nosso mundo não é só Samsara e prisões de vidro, para que te lembres das orquestras e dos xales rosas. Estou aqui sorrindo, tranqüila, voltando ao meu centro. Voltando ao meu centro, porque minha fé é a de que isso também te guie para este deserto. É minha fé. Ainda me dói não estar contigo, não poder afastar o sofrimento. Dói não poder te dar a mão e tornar leve a caminhada difícil, a tornar antiga a angústia de tudo isso. Mas estou aqui, acreditando em ti. Por vezes e vezes  meu ímpeto foi buscar-te em Samsara, mãos dadas, te mostrar as areias quentes. Tuas mordaças atando-me os pés, rastejei em direção à cidade do além-chão, as vozes voltaram. “Veronika, também já tiveste medo”. Sim, também já tive este medo, Veronique, mas a liberdade é algo tão maior, ainda que queime os pés. Ainda que queime os pés, Veronique. Não é preciso esconder-se sob marquises nem ter o corpo sujo. Força, Veronique. Força. Tu chegarás em teu vestido vermelho, pés nas areias quentes, a queimar. Virás, sorriso no rosto. E estarás tão certa e tão segura que os moradores do deserto te aplaudirão – mas nem a eles darás atenção, pois seguirás só o que vier de dentro. Não mais os elogios do deserto, não mais as maldições e pragas dos habitantes de Samsara, que nos odeiam. E eu te enxergarei chegar, tão orgulhosa. Caminharei até ti, porque terei descoberto que as mordaças não eram tuas. Caminharei até ti, e nos abraçaremos por horas. Por horas, Veronika e Veronique. Verdade. Então buscarei na cadeira de palha o livro que li 100 vezes na tua ausência. E, abraçando-te novamente, depois de tê-lo mostrado, sussurrarei em tua orelha: &lt;br /&gt;-O amor nos tempos do cólera. Te esperei todo esse tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------&lt;br /&gt;P.S.: lembranças a Krzysztof Kieslowski.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-9022017512618688611?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/9022017512618688611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=9022017512618688611' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/9022017512618688611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/9022017512618688611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2008/11/em-samsara.html' title='A Dupla Vida de Veronique - Tempos de Samsara'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/SSyUvnSleTI/AAAAAAAAAD4/0rpv62DWY-M/s72-c/14.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-2429699958363056467</id><published>2008-10-05T17:30:00.000-07:00</published><updated>2010-07-18T06:45:14.570-07:00</updated><title type='text'>Do Improvável (2)</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se hoje as pernas em lótus equilibram o corpo a entonar a voz que canta como os teus,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É só porque o improvável aconteceu.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;[ E ele canta &lt;em&gt;hare krishna hare krishna &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Krishna krishna hare hare&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Hare rama hare rama&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Rama rama hare hare &lt;/em&gt;]&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;---------------------------------------------------------------------------------&lt;/div&gt;&lt;div&gt;P.S.: obrigada por trazer a espiritualidade de volta.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-2429699958363056467?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/2429699958363056467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=2429699958363056467' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/2429699958363056467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/2429699958363056467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2008/10/do-improvvel-2.html' title='Do Improvável (2)'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-6924235056174229185</id><published>2008-10-04T12:21:00.000-07:00</published><updated>2008-10-05T17:59:35.161-07:00</updated><title type='text'>Do Improvável (1)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/SOfCzUFmR9I/AAAAAAAAACo/mtfZKKZ21jw/s1600-h/natane1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253381677172279250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/SOfCzUFmR9I/AAAAAAAAACo/mtfZKKZ21jw/s400/natane1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Se hoje flores vermelhas sobre um pires branco enfeitam a escada manchada, a combinar com o telefone antigo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só porque o improvável aconteceu. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;[ E ele faz harmônico e alegre o que era pálido e insensato. ]&lt;br /&gt;----------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;P.S.: obrigada por trazer o colorido de volta. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-6924235056174229185?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/6924235056174229185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=6924235056174229185' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/6924235056174229185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/6924235056174229185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2008/10/do-improvvel_04.html' title='Do Improvável (1)'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/SOfCzUFmR9I/AAAAAAAAACo/mtfZKKZ21jw/s72-c/natane1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-9034792782743096740</id><published>2008-08-02T23:22:00.000-07:00</published><updated>2009-07-21T21:26:02.140-07:00</updated><title type='text'>Aquele da Lituânia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/SJXMGs3Ll4I/AAAAAAAAABQ/EWPFQexD5CI/s1600-h/vilnius+postcard.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230310957754587010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/SJXMGs3Ll4I/AAAAAAAAABQ/EWPFQexD5CI/s400/vilnius+postcard.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Falavam da saudade, da vontade de se encontrarem e do primeiro hoje-não-tem-como da semana. Então ela, sorrindo, lembrou do filme na noite anterior e disse, colada ao telefone: - Nós sempre teremos Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele não queria Paris. Não, não, Paris deveria ser ótima, mas, ele sabia, já quiseram levá-la a Paris. Então não servia. Tinha de ser um lugar só deles. Só deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sempre assim que ela explica, acentuando as pregas de expressão talhadas pelos muitos sorrisos (todos aqueles anos ao lado dele)... Sempre assim que ela explica, às visitas curiosas, a presença daqueles postais atípicos guardados na caixinha da mesa central da sala. “&lt;em&gt;Vilnius – Lietuva&lt;/em&gt;”, vinha escrito no verso, em lituano. E, segurando um deles nas mãos, ela acostumou-se a ler,em voz alta, o P.S.: “&lt;em&gt;Porque este lugar é só nosso&lt;/em&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-9034792782743096740?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/9034792782743096740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=9034792782743096740' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/9034792782743096740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/9034792782743096740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2008/08/aquele-da-litunia.html' title='Aquele da Lituânia'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_KgjxbubC15w/SJXMGs3Ll4I/AAAAAAAAABQ/EWPFQexD5CI/s72-c/vilnius+postcard.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-8543989271360368135</id><published>2008-08-02T23:21:00.000-07:00</published><updated>2008-08-02T23:22:36.670-07:00</updated><title type='text'>Da Súbita Compreensão</title><content type='html'>Estava ele a ler umas histórias do Caio, sentindo-se um cara meio mulherzinha. Lendo histórias do Caio e com uma panela no fogo: é, baita mulherzinha. Pensava nela, que recém havia saído de casa, desligado o telefone, depois de mais uma conversa sobre o medo que sentiam do futuro tantas vezes negro. Lia uma linha quando aconteceu. Aconteceu uma lâmpada piscante sobre sua cabeça, bem estereotipada. Compreendeu, subitamente, que o problema maior dos dois era aquele apego exagerado às antigas dificuldades dos relacionamentos que àquele precediam. E, exaustos de tanto tentarem dar certo com tantas pessoas e de tanta chateação (seriam os dois assim, rancorosos?), cobravam-se demais, tinham medos demais – e acabariam com rugas a mais, amor errado a mais, se assim continuassem. Depositavam suas sacolas de expectativas um sobre os ombros do outro, e eram tão pesadas e tantas (“o amor de verdade deve superar os outros na intensidade e sublimar os erros prévios” ), que uns ouvidos andavam doendo e uns músculos cervicais andavam insuportavelmente tensos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-8543989271360368135?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/8543989271360368135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=8543989271360368135' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/8543989271360368135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/8543989271360368135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2008/08/da-sbita-compreenso.html' title='Da Súbita Compreensão'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-183537143270373218</id><published>2008-08-02T23:15:00.000-07:00</published><updated>2008-08-02T23:21:12.532-07:00</updated><title type='text'>Da Escada</title><content type='html'>Era mesmo curioso que, já no primeiro dia juntos (ou na décima sétima hora desde que se encontraram no dia do primeiro beijo), ao descer as escadas do prédio dela, ele com aquela cara de sono de quem ouviu o DVD do Abba rodar mais de dez vezes durante a madrugada... Ao descer as escadas do prédio dela, antes mesmo que ele pisasse em falso, ela ordenara, rápida: - Tira as mãos dos bolsos. E ele, nem tão rapidamente, mas firmemente decidido, fez o que ela pedira, confuso, sem compreender. Então, depois da descida silenciosa, os pés ganhando plenamente o último e definitivo chão... Então ela disse, sem olhar para ele, séria: - Agora pode colocar de volta, se quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque, frente a uma escada, ela aprendera a associar vertigens, corpos tombando e escoriações (que só saravam com casamento, porque beijinho virara paliativo há anos). E era preciso prevenir-se, ter as mãos livres para evitar a queda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um verdadeiro presságio aquele episódio. Porque,semanas depois, o temor da queda tornou-se tanto, que vinha transformando cada degrau num parto. Empacados no degrau, olhavam-se, discutiam. “Será que vai dar certo?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vamos devagar”, ela disse. Porque meter pés por mãos é perigoso, tanto mais em escadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-183537143270373218?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/183537143270373218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=183537143270373218' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/183537143270373218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/183537143270373218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2008/08/da-escada.html' title='Da Escada'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-5188757359002157925</id><published>2008-07-28T19:54:00.000-07:00</published><updated>2008-07-29T19:07:59.548-07:00</updated><title type='text'>"Amazônia perde mais de um campo de futebol por minuto"</title><content type='html'>(&lt;em&gt;Terra notícias, 28/07/08&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15h, dia de sol, calor amazonense. Lépidos meninos corriam para lá e para cá, tropeçando, chutando ou esperando a bola de futebol. Um menino abaixou-se para atar os cadarços dos tênis (“uma orelhinha do coelho, outra orelhinha, agora elas se unem...”), outro levantou a camiseta suada, fungando. Um apito para cobrar a falta, uns zagueiros roendo as unhas.&lt;br /&gt;Foi quando uma sombra gigantesca surgiu e escureceu a goleira de tábuas, o meio-campo, uns arbustos ao redor, a outra goleira de tábuas, e a quadra inteira foi tomada. Os meninos correram desordenadamente, apressados, apavorados, caindo, olhando para trás, para os lados, para cima, gritando “salve-sequempudeeeeer!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, nunca mais puderam jogar bola.&lt;br /&gt;Hoje em dia atiram peteca no pátio, desolados.&lt;br /&gt;(Triste fim.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que mais um campo de futebol desapareceu da Amazônia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-5188757359002157925?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/5188757359002157925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=5188757359002157925' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/5188757359002157925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/5188757359002157925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2008/07/amaznia-perde-mais-de-um-campo-de.html' title='&quot;Amazônia perde mais de um campo de futebol por minuto&quot;'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-3054844138561699333</id><published>2008-07-02T17:25:00.000-07:00</published><updated>2008-07-02T17:26:57.948-07:00</updated><title type='text'>FF</title><content type='html'>Fui eleita rainha. Das frases fragmentadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-3054844138561699333?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/3054844138561699333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=3054844138561699333' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/3054844138561699333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/3054844138561699333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2008/07/ff.html' title='FF'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-2540760816628680584</id><published>2008-06-29T11:15:00.000-07:00</published><updated>2008-06-29T15:58:53.548-07:00</updated><title type='text'>Rey e o Presépio</title><content type='html'>&lt;em&gt;(Diretamente do fim de semana "parasito-lógico", como diria a Bárbara)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrebaria. Na manjedoura, o pequeno Menino Jesus. Maria ao redor, embalando a criança, José acomodando-se no feno. Estrela guia no céu, três reis magos chegando. E uma maldita mosca &lt;em&gt;S. calcitrans&lt;/em&gt; picando todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;PS.: "&lt;em&gt;Stomoxys calcitrans&lt;/em&gt;. Conhecido como 'mosca das estrebarias'". Rey, &lt;em&gt;Bases da Parasitologia Médica&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-2540760816628680584?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/2540760816628680584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=2540760816628680584' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/2540760816628680584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/2540760816628680584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2008/06/rey-e-o-prespio.html' title='Rey e o Presépio'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-6314696907000045892</id><published>2008-06-20T06:17:00.000-07:00</published><updated>2008-06-20T06:19:13.351-07:00</updated><title type='text'>O Segundo Fim</title><content type='html'>(&lt;em&gt;Escrito em março de 2008&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E do que vivemos, meu amor&lt;br /&gt;Sobrou apenas teu relógio quebrado&lt;br /&gt;Perdido na gaveta perdida do meu criado-mudo&lt;br /&gt;- perdido.&lt;br /&gt;Quebrado,&lt;br /&gt;E martela toda a manhã,&lt;br /&gt;Às 7h,&lt;br /&gt;Que nosso tempo passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda mais do que relógio quebrado,&lt;br /&gt;Meu amor,&lt;br /&gt;Sobrou também a roupa que tu me deste&lt;br /&gt;Que não consigo lavar&lt;br /&gt;E sobrou o copo em que tu bebeste&lt;br /&gt;Na pia com louça que não consigo limpar&lt;br /&gt;Para completar a dor, meu amor,&lt;br /&gt;Teu cabelo enrolado&lt;br /&gt;Ainda nos lençóis que não consigo trocar&lt;br /&gt;No chão que não consigo varrer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-6314696907000045892?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/6314696907000045892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=6314696907000045892' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/6314696907000045892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/6314696907000045892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2008/06/o-segundo-fim.html' title='O Segundo Fim'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-4936879160849671937</id><published>2008-06-20T06:14:00.000-07:00</published><updated>2008-06-20T06:16:15.082-07:00</updated><title type='text'>O Despertar da Nada Bela Adormecida</title><content type='html'>&lt;em&gt; (Escrito em 24.02.08)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordou cedo da manhã com aquele alarme desconhecido. Sonolenta, desgrenhada e cheia de remelas, chafurdou estabanada na gaveta do criado-mudo - que caiu, na escuridão do quarto fechado. Levantou-se, irritada e zonza, ascendeu a luz. Agüentou, corajosa, a dor dos olhos, que incharam. Sentada sozinha no canto da cama de casal que às vezes era enorme, esfregando o rosto com uma das mãos enquanto bocejava, a gaveta caída do chão juntada para o colo, encontrou finalmente o objeto misterioso. Sorrindo. Porque os príncipes de hoje poupam as adormecidas do beijo saburrento - esquecem com elas seus relógios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-4936879160849671937?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/4936879160849671937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=4936879160849671937' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/4936879160849671937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/4936879160849671937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2008/06/o-despertar-da-nada-bela-adormecida.html' title='O Despertar da Nada Bela Adormecida'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-4344632177797346282</id><published>2007-09-15T16:48:00.000-07:00</published><updated>2009-07-21T21:43:06.884-07:00</updated><title type='text'>Sobre arrependimentos</title><content type='html'>&lt;em&gt;(em clima introspectivo)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deveria ter falado aquelas coisas. Deveria ter calado, remoído incessantemente até a falência do rúmen. Sentia-se arrependida. Um paradoxo. Afinal, começava a perceber que o arrependimento costumava ser-lhe positivo, uma ferramenta que restaurava sua conduta íntegra. Falava algo a mais. Arrependia-se. Temia perder a pessoa querida a quem tinha proferido aquele excesso desnecessário de palavras. Percebia, num encantar-se teatral, o quanto gostava dessa pessoa. O quanto queria ela perto. Compunha-se, então, em efeito compensatório, na mais carinhosa das criaturas. E era capaz de sentir-se finalmente satisfeita. É. Agora sabia. Queria estar com ele. Sentia a falta dele.&lt;br /&gt;Pensava naquilo, mexendo o cabelo para lá e para cá, olhando para os carros que passavam na rua e não os vendo, aspirando o cheiro do ar que prevê chuva e não sentindo. Descobria a si mesma naquela escadaria.&lt;br /&gt;Se era mesmo verdade que o arrependimento, no fim, tinha um efeito positivo sobre ela, isso era apenas momentaneamente bom. Momentaneamente e ainda de forma egoísta. Porque, a longo prazo, quantas vezes machucaria alguém para se arrepender frente a seus “ai”s? E teve medo. Medo de ser uma cretina.&lt;br /&gt;Parou o mundo, voltou no tempo. Tentou lembrar, vez a vez, situações que a comprometessem. Buscou o acusador e o defensor. Abria o inquérito e aguardava o julgamento.&lt;br /&gt;Sentiu-se um pouco Franz Kafka com suas inquietações e pensou que esse era o mal de quem pensa demais. Tentando se distrair, deu tickets de cinema para sua membrana seletiva a pensamentos e deixou que qualquer um entrasse. Todos os pensamentos teriam os mesmo direitos de invadir o seu salão. Igualdade, liberdade, fraternidade. Depois pensou em malabares com fogo.&lt;br /&gt;E cansou.&lt;br /&gt;(Porque pensar cansa.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não houve conclusão.&lt;br /&gt;(Porque às vezes não há)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-4344632177797346282?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/4344632177797346282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=4344632177797346282' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/4344632177797346282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/4344632177797346282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2007/09/sobre-arrependimentos.html' title='Sobre arrependimentos'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-1705402131529089134</id><published>2007-08-18T06:43:00.000-07:00</published><updated>2007-08-18T06:44:46.500-07:00</updated><title type='text'>O Menino do Chiclete</title><content type='html'>&lt;em&gt;(escrito em agosto de 2006)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino do chiclete no carpete. Gente! Menino bom. Teve idéia uma vez, rasgou embalagem de um tabletinho, dois, três de chiclete, pôs fora o papel, tacou o resto na boca, mastigou muito, com força, quase doendo a musculatura mastigante. Tirou tudo da boca. Espichou bem toda aquela massa de chiclete com a mão suja de fazer carinho no cachorro, comer salgadinho e ir ao banheiro sem lavar as mãos. Subiu no sofá, esticou-se na ponta dos pés, enozou parte do chiclete no lustre da sala, a outra extremidade ficou quase alcançando o chão. Pulou do sofá. Foi correndo, então, até seu quarto, todo eufórico, cheio de um receio de que alguém viesse ralhar com ele antes de ele terminar o grande, mirabolante plano de brincadeira só dele. Abriu um baú de madeira, vasculhou os cacos de brinquedos velhos, nervoso, bagunçando muito. Até que achou – achou! – o bonequinho do homem-aranha. Voltou num zapt até a sala, tudo estava igual a antes. Olhou em volta, não parecia que alguém da casa ia chegar ali logo, ainda não tinham dado falta dele. Pendurou o boneco no barbante de chiclete. Que legaaaaal, que superhipermegafantástico! O homem-aranha ia salvar o controle remoto velho, esquecido cheio de pó em cima da tv. E tchá, lá vai o homem-aranha, com sua importante aventura narrada a estilo futebolístico, sua gigantesca teia gosmenta e elástica. Mas, muito no de repente, um barulho de trinque, uma porta abrindo! O menino levou um susto, and he gasped quase merecendo “oh” exclamativo versão hollywoodiana. Pensou que lhe iam xingar, que ia levar castigo, ficar sem comer sorvete, ter de fazer tema extra, engolir decoradas as tabuadas todas. Era a mãe. Viu o lustre. Viu o chiclete. Viu o menino. Estava séria de doer, de doer no menino, todo preocupado. E novo susto se deu: a gargalhada da mãe fazia vibrar freneticamente os tímpanos do filho.&lt;br /&gt;-         O homem-aranha está fazendo rappel?&lt;br /&gt;A mãe era muito burra mesmo. Para quê ele faria rappel, ele tinha sua própria teia chicletística. Mas deixa, deixa a mãe, coitada. Não tem culpa de ser ignorante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-1705402131529089134?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/1705402131529089134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=1705402131529089134' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/1705402131529089134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/1705402131529089134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2007/08/o-menino-do-chiclete.html' title='O Menino do Chiclete'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-2865951133843443083</id><published>2007-08-18T06:31:00.000-07:00</published><updated>2007-08-18T06:39:02.846-07:00</updated><title type='text'>(sem título)</title><content type='html'>&lt;em&gt;(escrito em julho de 2006)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi, tudo bem?&lt;br /&gt;- Não vou responder.&lt;br /&gt;Foi com uma rapidez embasbacante que os cantos da boca de Márcio – os quais até então apontavam para cima, aprumando as bochechas na mesma direção - esparramaram-se para os lados e para baixo, e, numa conjuntura expressiva de olhos, sobrancelhas, boca e mais uns musculozinhos faciais cujos nomes não importam, o rosto virou interrogativo-exclamativo. Travou no chão o pé esquerdo que, concomitantemente a tudo isso, subia no ar de modo a não desengatar o ritmo a que vinha andando desde ladeira abaixo até o momento em que Márcio cumprimentou Malvina na frente da praça 7 de Setembro, às 14 horas e 32 minutos, dia de sol. E o par de pés fez um giro, o tronco desajeitado do homem acompanhou e, em seguida, voltou-se para a conhecida:&lt;br /&gt;- Como é que é?&lt;br /&gt;Malvina continuava parada na calçada, desde os milésimos de segundos atrás em que sua resposta inusitada tomara conta do Centro da cidade. Com um ar de sabe-tudo, deu continuidade ao diálogo:&lt;br /&gt;- Você não quer saber se estou bem de verdade. Faz isso por costume ou educação. Se é que é possível chamar de educação o ato de perguntar algo que não se quer saber a alguém que a gente pouco conhece! Aliás, ainda que muito conhecesse: “vou bem” não é a resposta unânime e invariável?&lt;br /&gt;Malvina fez uma pausa para observar o espanto de Márcio. Encarava-o, apertando bem os lábios para não desatar a rir, enquanto Márcio permanecia com a mesma expressão com a qual o deixamos. É. Talvez as sobrancelhas tenham envergado um pouco mais, e duas ou três rugas tenham aparecido em sua testa.&lt;br /&gt;Era com muito prazer que Malvina descobria a estranheza alheia às suas idéias, pois despertá-la era seu mais cotado hobby. Satisfeitíssima por ter atingido seus objetivos até então – era o que a reação de Márcio lhe mostrava -, prosseguiu:&lt;br /&gt;- Então... Não é uma pergunta inútil? Pois que a resposta já se sabe de antemão e, pior, também se sabe que o mais provável é que não seja verdadeira? Ou o senhor acha que todas as pessoas a quem hoje fez essa pergunta estavam bem de verdade?&lt;br /&gt;Márcio pigarreou – coisa que não muda em nada a história. Malvina mudava agora o tom de voz. Para o leitor, nenhuma das duas coisas faz diferença; então me escuso a respeito do relato inútil e volto ao que falava Malvina.&lt;br /&gt;- Quase um descargo de consciência, essa pergunta. Um absurdo! Mas... Seu Márcio... Porque sou solidária e respeito as necessidades humanas de manter em prática esse costume sem sentido algum, respondo ao que você me perguntou: estou bem.&lt;br /&gt;Dádiva celeste! A paz e a harmonia preencheram a alma de Márcio para todo o sempre. O discurso de Malvina era imprestável para ele: tudo o que aquele senhor queria ouvir era o rotineiro “vou bem” ou quaisquer de suas expressões sinônimas. Porque Márcio era homem de costumes, não de reflexões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-2865951133843443083?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/2865951133843443083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=2865951133843443083' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/2865951133843443083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/2865951133843443083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2007/08/sem-ttulo.html' title='(sem título)'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8409132062180771150.post-762065458403318405</id><published>2007-08-17T15:28:00.000-07:00</published><updated>2007-08-17T15:38:05.138-07:00</updated><title type='text'>O Bilhete</title><content type='html'>&lt;em&gt;(Escrito em 12/11/06)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele olhou torto quando ela lhe entregou o bilhete. O que era aquilo? Aquele tipo de curiosidade estática em que a criatura não consegue se torcer. Câimbra geral, um sangue baixo, não sei. O que era aquilo? Ora, o senhor vai ver, já não te diz isso o meu sorriso frouxo arrependido do mistério por nem ser isso de grande importância? Devia eu ter é então ao menos incrementado a letra, as palavras, atribuído ao escrito um quê sensual-provocativo-conquistador. Nem me prestei, é só um bilhete. E não fica assim me olhando, não faz com que eu me quede em arrependimento mais damático-fatídico-oh-deus-perdi-minha-chance. Vai ele ávido abrir o papel dobrado em dois. Ela ainda sorria. Ah, eu devia ter dobrado mais vezes também, se tivesse real interessância ali dentro. Ou nem dobrado e nem escrito, já que era só aquela bobagem. “É só uma bobagem”, ela falou, antevendo uma decepção. Então a curiosidade estática dele transmutou-se de repente em ágil avidez cinética, ele abrindo a dobradura com força a capaz de rasgar papel vagabundo. E era mesmo papel vagabundo.&lt;br /&gt;-         O que isso...&lt;br /&gt;-         Eu disse que era uma besteira.&lt;br /&gt;-         Mas o que isso...&lt;br /&gt;-         Significa?&lt;br /&gt;-         É.&lt;br /&gt;Perplexidade. Há momentos estúpidos da vida em que a dona sorte morre de pena e mete a mão a dar um empurrãozinho a botar tudo de volta nos trilhos. Meio enjambrado, mas disfarça o ridículo da situação. Noutros ela não tem tanta piedade, nem nós inspiração. E ela não teve e nós não tivemos. Então a verdade foi o único óbvio caminho.&lt;br /&gt;-         Ahn...É só uma pergunta que eu tinha esquecido de perguntar.&lt;br /&gt;Terrível. Uma testa enrugada-interrogativa na frente de uma simples mulherzinha desmorona qualquer iniciativa mal planejada como a do bilhete.&lt;br /&gt;-         É, eu tinha esquecido. Me responde outra hora, sei lá.&lt;br /&gt;-         Mas por que é que tu...&lt;br /&gt;-         Queria saber disso?&lt;br /&gt;-         É.&lt;br /&gt;Lançando mão do vira-jogo: diafragma desce, pulmão infla, contrai a musculatura intercostal, uma sistemática do improviso, a cabeça inclina para cima, a voz se mente segura de orgulho inventado numa altivez cheia de si:&lt;br /&gt;-         Ora! Agora vai me perguntar o porquê, é? Tu por acaso não entende que pergunta é só feita para se responder?&lt;br /&gt;Explosão. Descontrole total. Impulso maluco? Veio uma sinapse transgênica impregnada de atos copiados nunca vistos na mulher:&lt;br /&gt;-         Vai ser desconfiado assim! Desisto! De-sis-to!&lt;br /&gt;E saiu pela porta toda brava.&lt;br /&gt;-         Credo! Cada louco com suas...&lt;br /&gt;Parou para pensar.&lt;br /&gt;- ... com seus bilhetes!&lt;br /&gt; Mas maldito episódio com cada palavrinha ficou por séculos na cabeça do homem. Aquela mulherzinha! Ela tinha algo de estranhamente intrigante. Intrigante e ameaçador. Porque ele não sabia a resposta. Ele nunca tinha pensado naquilo e, sinceramente, estava confuso sobre a necessidade da reflexão. Sabia tão pouco de si mesmo! Aquela mulherzinha... Chocar e intrigar com atos inusitados! Aquele bilhete... Posto o papel na boca dobrado, roçando na ponta de um dos caninos. Molhou da saliva e engoliu de raiva. Aquela mulherzinha. Aquele bilhete. Aquela pergunta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8409132062180771150-762065458403318405?l=rafaelav.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelav.blogspot.com/feeds/762065458403318405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8409132062180771150&amp;postID=762065458403318405' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/762065458403318405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8409132062180771150/posts/default/762065458403318405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelav.blogspot.com/2007/08/o-bilhete.html' title='O Bilhete'/><author><name>Rafaela V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01319922898357470345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-RMDUHPZNaoc/Thmqen_GWmI/AAAAAAAAAN0/3B9orq3ZyxI/s220/1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
